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Quando o elogio estraga?
 
Muito cálcio, pedras nos rins; Muito descanso, uma certa preguicinha; muito sol, queimaduras. Muito elogio, perigo a vista!
 
 
Você deve estar estranhando eu, um motivador, escrever este artigo. Afinal elogio não motiva as pessoas? Sim, e muito, mas na medida certa! Se o elogio não for sincero, ou se for repetido com freqüência ocultando-se as devidas correções a alguém ele pode surtir um efeito contrário e perigoso.
 
 
Quando elogiamos as pessoas sem corrigi-las quando necessário podemos dar a falsa impressão para estas pessoas que elas são indispensáveis e perfeitas.

Assim a percepção destas pessoas se torna desequilibrada e elas não crescem como profissionais e amigos de trabalho. Pior, se um dia você precisar mandar estas pessoas embora elas vão se sentir péssimas e injustiçadas, pois afinal ao seu modo de ver eram perfeitas.

Não sou absolutamente contra o elogio, mas sou contra o elogio falso, mal empregado ou tendencioso. Sou contra o elogio desacompanhado de correções.

Sou a favor do ditado: "Prefiro a crítica de um inimigo do que a bajulação de um amigo". Isto porque a crítica quando verdadeira faz crescer enquanto que a bajulação quando falsa impede o próprio aperfeiçoamento.

Então não devo elogiar nunca? Não, você deve elogiar quando oportuno. O elogio tem o seu importante papel. Alias, reconhecimento é uma palavra em falta em muitas empresas e faz parte do topo da pirâmide motivacional de Maslow.

Contudo, lembre-se: O elogio não deve andar desacompanhado de conselhos sinceros que às vezes são duros de falar e de ouvir.

Sucesso e paz!

Daniel Godri Jr.
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